quarta-feira, agosto 03, 2011
segunda-feira, julho 04, 2011
Dias Tristes
É difícil
Difícil não sentar em suas mãos
Enterrar sua cabeça na areia
Difícil não fazer outros planos
E dizer que você fez tudo que pôde
Tudo sozinho
E a vida
Deve continuar
É difícil
Difícil defender o que é certo
E levar o bacon para casa toda noite
Difícil não desabar e chorar
Quando cada ideal que você tentou
Estava errado
Mas você deve
Continuar
É difícil
Mas você sabe que vale à pena lutar
Por que você sabe que tem a verdade ao seu lado
Quando as acusações voarem
Aguente firme!
Não tenha medo do que eles dirão
Quem liga para o que os covarde acham? De qualquer jeito,
Eles irão entender um dia
Um dia
É difícil
Difícil quando você está aqui completamente sozinho
E todo os outros vão para casa
Mais difícil distinguir o certo do errado
Quando toda objetividade se foi
E isso se foi
Mas você ainda
Continua
Porque você
Você é o único que restou
E você tem que limpar essa bagunça
Você sabe que acabará como o resto
Amargurado e mudado, a menos que
Você permaneça forte
E você continue
É difícil
Mas você sabe que vale à pena lutar
Porque você sabe que tem a verdade ao seu lado
Quando as acusações voarem
Aguente firme!
Não tenha medo do que eles dirão
Quem liga para o que os covardes acham? De qualquer jeito,
Eles irão entender um dia
Um dia
É difícil
Mas você sabe que vale à pena lutar
Porque você sabe que tem a verdade ao seu lado
Quando as acusações voarem
Aguente firme!
Não tenha medo do que eles dirão
Quem liga para o que os covardes acham? De qualquer jeito,
Eles irão entender um dia
Um dia
Um dia
Uma pérola. Essa é mais uma composição que considero linda. São mensagens de perseverança. Ultimamente venho sentindo necessidade de ter contato com artes que me façam perseverar. Não é fácil você perceber que 90 por cento de seus objetivos foram por água abaixo. Vi isso acontecer comigo nesses últimos anos, e ainda por cima meu companheiro afetivo também passa pela mesma situação. Mas, temos o sangue correndo em nossas veias e isso é o que mais nos interessa. A paixão pelo que queremos e fazemos. Ele tatuagem, eu artes cênicas. A vida é cara meu caro, falo para ele. Ele ri como uma criança e eu gosto, porque no fundo sei das suas desesperanças. É lógico que aqueles que nos amam nos dão força. Mas só isso não basta. É preciso algo mais e ainda não conseguimos enxergar e isso nos deixa desmotivados às vezes e em mim uma tristeza me abate forte. Quando encontro o conforto em algo aí sim me acalmo e continuo nossa luta. Desistir nunca foi uma palavra bem-vinda. Quero mais é realizar meus sonhos e então corro sim atrás deles. São sonhos simples como os de quaisquer mortais. Então, força e siga em frente, são as palavras que me empurram. E, nada de escutar o que alguns dizem, "Esses aí não querem nada.". Enganam-se os que nos olham e pensam e dizem isso, pois o que parece impossível um dia acontece. É mais ou menos isso que eu queria dizer hoje. Essa música me inspirou e eu agradeço ao artista e artistas que a tornaram possível ela me manter com a força que necessito para continuar. Muito à arte.
quarta-feira, abril 27, 2011
Reflexões...tema que sempre vem e volta em minha mente...
Reza a lenda que um monge, próximo de se aposentar precisava encontrar um sucessor.
Entre seus discípulos, dois já haviam dado mostras de que eram os mais aptos, mas apenas um poderia sucedê-lo.
Para sanar as dúvidas, o mestre lançou um desafio para colocar a sabedoria dos dois à prova.
Ambos receberam alguns grãos de feijão que deveriam colocar dentro dos sapatos, para então empreenderem a subida de uma grande montanha.
Dia e hora marcados, começa a prova.
Nos primeiros quilômetros, um dos discípulos começou a mancar.
No meio da subida, parou e tirou os sapatos. As bolhas em seus pés já sangravam, causando imensa dor.
Ficou para trás, observando seu oponente sumir de vista.
Prova encerrada, todos voltam ao pé da montanha para ouvirem do monge o óbvio anúncio.
Após o festejo, o derrotado aproxima-se e pergunta ao seu oponente como é que ele havia conseguido subir e descer com os feijões nos sapatos:
- Antes de colocá-los no sapato, eu os cozinhei - foi a resposta.
Carregando feijões ou problemas, há sempre um jeito mais fácil de levar a vida.
Problemas são inevitáveis. Já a duração do sofrimento é você quem
determina....
APRENDA A COZINHAR SEUS FEIJÕES
Entre seus discípulos, dois já haviam dado mostras de que eram os mais aptos, mas apenas um poderia sucedê-lo.
Para sanar as dúvidas, o mestre lançou um desafio para colocar a sabedoria dos dois à prova.
Ambos receberam alguns grãos de feijão que deveriam colocar dentro dos sapatos, para então empreenderem a subida de uma grande montanha.
Dia e hora marcados, começa a prova.
Nos primeiros quilômetros, um dos discípulos começou a mancar.
No meio da subida, parou e tirou os sapatos. As bolhas em seus pés já sangravam, causando imensa dor.
Ficou para trás, observando seu oponente sumir de vista.
Prova encerrada, todos voltam ao pé da montanha para ouvirem do monge o óbvio anúncio.
Após o festejo, o derrotado aproxima-se e pergunta ao seu oponente como é que ele havia conseguido subir e descer com os feijões nos sapatos:
- Antes de colocá-los no sapato, eu os cozinhei - foi a resposta.
Carregando feijões ou problemas, há sempre um jeito mais fácil de levar a vida.
Problemas são inevitáveis. Já a duração do sofrimento é você quem
determina....
APRENDA A COZINHAR SEUS FEIJÕES
domingo, março 27, 2011
Carta-Aberta Reflexiva
Caros leitores,
todos nós temos sonhos e desejos, ou de uma outra forma, objetivos e metas ao longo de nossas vidas ( não consegui definir o sentido real destas quatro palavrinhas no momento em que escrevo). Eu, resolvi num determinado dia de minha vida adentrar ao mundo da interpretação teatral. Havia já um longo período de tempo no qual eu concluíra o ensino médio e ainda não conseguira ser aprovada nos vestibulares feitos até então. Estava sem estudar, realizando apenas 'bicos' para o Instituto de Pesquisas de Opinião Pública do Estado do Piauí. Era o ano de 1996 salvo engano. Lendo o jornal local me deparei com um anúncio de uma oficina teatral que seria realizada pela atriz Lorena Campelo no prédio do Museu do Piauí. Embarquei neste sonho-desejo-objetivo-meta ou seria apenas CURIOSIDADE/VONTADE ?! Puxa, nem consigo descrever o que senti estando pela primeira vez na capital com o fazer teatral. Posso resumir em : eu estava me sentindo de bem comigo mesma. Acho que consegui reviver meus anos de teatrinho do colégio e da igreja ( sempre fui muito participativa), não querendo dizer que a oficina era como esse tipo de teatro de escola, é só uma maneira de me expressar à vocês. Foram tempos bons. Em seguida, quase um ano após o término da oficina, recebo o convite de indicação de Lorena Campelo para participar do processo seletivo da montagem que estava sendo realizada na cidade pelo diretor-ator Tarciso Prado. Seria o Auto de São Francisco. Texto lindo. Identifiquei-me de cara com a história de São Francisco pois sou natural de Piripiri e estudei num colégio de freiras e o santo é muito Adorado por aquelas bandas pelos romeiros de Canindé.
Foi lá que conheci gente de teatro como Laila Cadah, Gualberto Jr., Tersandro Villela (que viria a ser um dos meus melhores amigos na vida) e o diretor-ator Wilson Sousa que futuramente viríamos a ser parceiros de teatro.
Aquele elenco que contava com mais de vinte integrantes me deixava inebriada de alegria. Eram alegres, espontâneos, dedicados. Tudo ali me fazia muitíssimo bem... Suspiro... Acho que naquele momento eu havia sido infectada pelo vírus-do-teatro.
Meses depois foram canceladas as atividades por falta de recursos que provinham do Estado. Que pena!
Passado alguns meses novamente recebo o telefonema de Lorena Campelo para participar da oficina que seria realizada agora na sede do Grupo Raízes. Até então eu desconhecia a história do Teatro Piauiense.
Para minha felicidade conheci mais atores e atrizes da capital. Eram eles Carmem Carvalho, Cláudia Amorim, Lari Sales, Wilsinho, Edite Rosa( já nos conhecíamos da oficina anterior), Antoniel Ribeiro, Gardiê Silveira, Zezinho Ferreira, Lobão, Edna, Roberto Portela e tantos outros e o diretor-ator Lívio Bastos com o qual eu viria a ter um relacionamento de onde nasceriam minhas filhas Isabele e Flávia, eu já tinha minha primogênita Ana.
Após essa oficina o grupo se manteve unido tentando concretizar montagens teatrais que foram ao longo do tempo não acontecendo até que foi dado início aos ensaios do Auto do Corisco dirigida pelo diretor-ator Chiquim Pereira. O destino resolve dar as caras na minha vida e me afasta da peça por motivos pessoais.
Daí, foi dada uma nova fase em meu 'fazer teatral'. Agora eu faria parte do Grupo Teatral Kimulengo's dirigido e atuado por mim e pelo Lívio Bastos diretor do grupo. Foram diversas montagens. Do infantil ao drama adulto, passando pelas mais diversas experiências compartilhadas com outros grupos como é o caso da Assossiação de Teatro Circo Negro, de onde eu viria a tomar consciência do significado do estudo aprofundado do ser ator, estudando e pesquisando em diversos livros relativos à área das artes cênicas. Foi de fundamental importância esse processo. Foi daí que aprendi muito, e pude profissionalizar o meu trabalho. Estava me firmando como uma profissional da arte. Mas, antes um pouco nessa linha do tempo eu havia tido uma outra experiência aprofundada dos estudos, foi no TEU-UFPI que conheci atores que eram subvencionados pela instituição para realizarem atividades de artes cênicas. Eram eles: Tércia Maria, Maria Lúcia, Edilúcia, Jesus Viana, Fernando Freitas, Luís, Cristiano e mais alguns que me foge da lembrança os nomes.
Quero abrir um parêntese aqui, pois antes de seguir adiante preciso falar um pouco desses últimos momentos que citei acima. A Associação Circo Negro era para mim a arte da integração no fazer teatral, explico o por quê. Eles conseguiram me mostrar a verdadeira arte de ser um ator. Foram eles com seus estudos diários e constantes que me colocaram frente ao questionamento pessoal do motivo de ter escolhido essa arte
para tomá-la assim de gosto, se é que estou conseguindo ser entendida ?!
E o Grupo TEU me proporcionou descobrir se realmente o caminho que eu havia tomado a quatro anos atrás era o que teria real significado em minha vida como aspirante à carreira de atriz.
Esse são dois pontos fundamentais em minha escolha.
Mas o destino me tomou de surpresa nooovamente . Meu relacionamento amoroso andava às migalhas...
Por esse motivo fui afastada do 'fazer teatral' mais uma vez.
Após um período de hibernação, retornei às atividades agora com meus projetos pessoais, pois o fato de ter me mantido afastada do círculo do teatro me impôs a condição de enfrentar agora com minha vontade própria. Encarei com a ajuda de minha família que desde o fim do meu relacionamento amoroso se apegou a mim de uma maneira potencializada e isso foi o que mais me motivou no sério.
Era um recomeço, e dele frutos nasceram, e além disso os meus antigos colegas me abraçavam novamente. Fui atraída por eles. e me aproximei com muito gosto.
Os tempos eram outros. Eu havia amadurecido um pouco mais, haviam projetos financiados sendo executados por muita gente do teatro, precisava ser tomado rumos novos. E lá estava eu feliz da vida novamente me sentido bem comigo mesma. Ahhhhhhhhh...eu conseguia respirar a interpretação nos palcos...
Enfim, essa nova estrada me levava a vários grupos diferentes e parecia que tudo estava indo de vento em polpa. Muitos projetos e até uma escola técnica se aproximava.
Eu já me relacionava com muita gente. Daqui de Teresina, de grupos de outras cidades. E os convites não paravam. Tenho que deixar clar agora que eu não era de grupo nenhum. Estava sendo atriz-convidada de vários grupos e, foi essa fase que me afastou do 'fazer teatral'. É verdade. Hoje páro e reflito que essa forma que escolhi foi a pior que eu podia ter abraçado. Não havia o compromisso como dantes, eu não conseguia sentir aquele mesmo gostinho dantes, era tudo muito artificial. E eu comecei a me sentir mal. Muito mal mesmo.
Por fim, esse estar-mal comigo mesma me afastou da atividade teatral repentinamente. Diria numa última consderação, para finalizar, estou entrando numa fase de "resguardo da arte" e somo a isso tudo mais uma vez a força do destino. Estou do lado da minha família completamente. E isto é o que mais me interessa neste momento tão especial.
Obrigada à você que leu até aqui. É uma carta-aberta abrindo meu coração a quem interessar.
P.S. Sou muito grata por todos que conheci ao longo do 'fazer teatral'.
Feliz Dia do Teatro e do Circo. 27/03/2011.
Sandra FArias
todos nós temos sonhos e desejos, ou de uma outra forma, objetivos e metas ao longo de nossas vidas ( não consegui definir o sentido real destas quatro palavrinhas no momento em que escrevo). Eu, resolvi num determinado dia de minha vida adentrar ao mundo da interpretação teatral. Havia já um longo período de tempo no qual eu concluíra o ensino médio e ainda não conseguira ser aprovada nos vestibulares feitos até então. Estava sem estudar, realizando apenas 'bicos' para o Instituto de Pesquisas de Opinião Pública do Estado do Piauí. Era o ano de 1996 salvo engano. Lendo o jornal local me deparei com um anúncio de uma oficina teatral que seria realizada pela atriz Lorena Campelo no prédio do Museu do Piauí. Embarquei neste sonho-desejo-objetivo-meta ou seria apenas CURIOSIDADE/VONTADE ?! Puxa, nem consigo descrever o que senti estando pela primeira vez na capital com o fazer teatral. Posso resumir em : eu estava me sentindo de bem comigo mesma. Acho que consegui reviver meus anos de teatrinho do colégio e da igreja ( sempre fui muito participativa), não querendo dizer que a oficina era como esse tipo de teatro de escola, é só uma maneira de me expressar à vocês. Foram tempos bons. Em seguida, quase um ano após o término da oficina, recebo o convite de indicação de Lorena Campelo para participar do processo seletivo da montagem que estava sendo realizada na cidade pelo diretor-ator Tarciso Prado. Seria o Auto de São Francisco. Texto lindo. Identifiquei-me de cara com a história de São Francisco pois sou natural de Piripiri e estudei num colégio de freiras e o santo é muito Adorado por aquelas bandas pelos romeiros de Canindé.
Foi lá que conheci gente de teatro como Laila Cadah, Gualberto Jr., Tersandro Villela (que viria a ser um dos meus melhores amigos na vida) e o diretor-ator Wilson Sousa que futuramente viríamos a ser parceiros de teatro.
Aquele elenco que contava com mais de vinte integrantes me deixava inebriada de alegria. Eram alegres, espontâneos, dedicados. Tudo ali me fazia muitíssimo bem... Suspiro... Acho que naquele momento eu havia sido infectada pelo vírus-do-teatro.
Meses depois foram canceladas as atividades por falta de recursos que provinham do Estado. Que pena!
Passado alguns meses novamente recebo o telefonema de Lorena Campelo para participar da oficina que seria realizada agora na sede do Grupo Raízes. Até então eu desconhecia a história do Teatro Piauiense.
Para minha felicidade conheci mais atores e atrizes da capital. Eram eles Carmem Carvalho, Cláudia Amorim, Lari Sales, Wilsinho, Edite Rosa( já nos conhecíamos da oficina anterior), Antoniel Ribeiro, Gardiê Silveira, Zezinho Ferreira, Lobão, Edna, Roberto Portela e tantos outros e o diretor-ator Lívio Bastos com o qual eu viria a ter um relacionamento de onde nasceriam minhas filhas Isabele e Flávia, eu já tinha minha primogênita Ana.
Após essa oficina o grupo se manteve unido tentando concretizar montagens teatrais que foram ao longo do tempo não acontecendo até que foi dado início aos ensaios do Auto do Corisco dirigida pelo diretor-ator Chiquim Pereira. O destino resolve dar as caras na minha vida e me afasta da peça por motivos pessoais.
Daí, foi dada uma nova fase em meu 'fazer teatral'. Agora eu faria parte do Grupo Teatral Kimulengo's dirigido e atuado por mim e pelo Lívio Bastos diretor do grupo. Foram diversas montagens. Do infantil ao drama adulto, passando pelas mais diversas experiências compartilhadas com outros grupos como é o caso da Assossiação de Teatro Circo Negro, de onde eu viria a tomar consciência do significado do estudo aprofundado do ser ator, estudando e pesquisando em diversos livros relativos à área das artes cênicas. Foi de fundamental importância esse processo. Foi daí que aprendi muito, e pude profissionalizar o meu trabalho. Estava me firmando como uma profissional da arte. Mas, antes um pouco nessa linha do tempo eu havia tido uma outra experiência aprofundada dos estudos, foi no TEU-UFPI que conheci atores que eram subvencionados pela instituição para realizarem atividades de artes cênicas. Eram eles: Tércia Maria, Maria Lúcia, Edilúcia, Jesus Viana, Fernando Freitas, Luís, Cristiano e mais alguns que me foge da lembrança os nomes.
Quero abrir um parêntese aqui, pois antes de seguir adiante preciso falar um pouco desses últimos momentos que citei acima. A Associação Circo Negro era para mim a arte da integração no fazer teatral, explico o por quê. Eles conseguiram me mostrar a verdadeira arte de ser um ator. Foram eles com seus estudos diários e constantes que me colocaram frente ao questionamento pessoal do motivo de ter escolhido essa arte
para tomá-la assim de gosto, se é que estou conseguindo ser entendida ?!
E o Grupo TEU me proporcionou descobrir se realmente o caminho que eu havia tomado a quatro anos atrás era o que teria real significado em minha vida como aspirante à carreira de atriz.
Esse são dois pontos fundamentais em minha escolha.
Mas o destino me tomou de surpresa nooovamente . Meu relacionamento amoroso andava às migalhas...
Por esse motivo fui afastada do 'fazer teatral' mais uma vez.
Após um período de hibernação, retornei às atividades agora com meus projetos pessoais, pois o fato de ter me mantido afastada do círculo do teatro me impôs a condição de enfrentar agora com minha vontade própria. Encarei com a ajuda de minha família que desde o fim do meu relacionamento amoroso se apegou a mim de uma maneira potencializada e isso foi o que mais me motivou no sério.
Era um recomeço, e dele frutos nasceram, e além disso os meus antigos colegas me abraçavam novamente. Fui atraída por eles. e me aproximei com muito gosto.
Os tempos eram outros. Eu havia amadurecido um pouco mais, haviam projetos financiados sendo executados por muita gente do teatro, precisava ser tomado rumos novos. E lá estava eu feliz da vida novamente me sentido bem comigo mesma. Ahhhhhhhhh...eu conseguia respirar a interpretação nos palcos...
Enfim, essa nova estrada me levava a vários grupos diferentes e parecia que tudo estava indo de vento em polpa. Muitos projetos e até uma escola técnica se aproximava.
Eu já me relacionava com muita gente. Daqui de Teresina, de grupos de outras cidades. E os convites não paravam. Tenho que deixar clar agora que eu não era de grupo nenhum. Estava sendo atriz-convidada de vários grupos e, foi essa fase que me afastou do 'fazer teatral'. É verdade. Hoje páro e reflito que essa forma que escolhi foi a pior que eu podia ter abraçado. Não havia o compromisso como dantes, eu não conseguia sentir aquele mesmo gostinho dantes, era tudo muito artificial. E eu comecei a me sentir mal. Muito mal mesmo.
Por fim, esse estar-mal comigo mesma me afastou da atividade teatral repentinamente. Diria numa última consderação, para finalizar, estou entrando numa fase de "resguardo da arte" e somo a isso tudo mais uma vez a força do destino. Estou do lado da minha família completamente. E isto é o que mais me interessa neste momento tão especial.
Obrigada à você que leu até aqui. É uma carta-aberta abrindo meu coração a quem interessar.
P.S. Sou muito grata por todos que conheci ao longo do 'fazer teatral'.
Feliz Dia do Teatro e do Circo. 27/03/2011.
Sandra FArias
sexta-feira, março 11, 2011
Aconteceu comigo. E contigo, já aconteceu algo assim?
Hoje lembrei de um fato inusitado que me aconteceu.
Eu já estive num enterro errado. Melhor explicar. Eu fui a um enterro que supostamente seria um conhecido meu.
De repente estou em casa e minha mãe vem me dizer que tinha acabado de ver na tv que alguém do meio teatral havia falecido. Quem mãe ? pergunto. Sei lá...um tal de ...suposto nome do conhecido...Que susto levei eu. Tratei de me arrumar pegar mais detalhes com ela e me apressando para ir ao dito enterro. Fui lembrando da pessoa o tempo todo. Puxa vida, mas como ? Assim, tão drasticamente ?
Cheguei lá e de cara vi logo um dos nossos amigos, ele vinha arrasado. Fiz-lhe um aceno, ele retribuiu. É, era verdade. Lá fui eu, bem no instante que estavam abaixando o caixão para dentro da cova, lágrimas vieram rapidamente, choro compulsivo. As pessoas perceberam e perguntaram se eu queria dá um último adeus, lá fui eu me debruçar no caixão de "suposto conhecido". Chorei, olhei rapidamente para o rosto. Estava irreconhecível. Que fatalidade, meu Deus.
Ofereceram uma carona. Eram alguns amigos dele. Eu não os conhecia. Aceitei. Viemos conversando. Eu lembrando de tantas histórias e eles achando minhas histórias um tanto estranhas. Eles perguntavam, eu não sabia disso sobre ele não, será que estamos falando da mesma pessoa. E eu confirmava. Louca, cega, vivendo uma triste lembrança. E assim foi todo o percurso da carona. Desci e agradeci.
Lembrei que estava marcado um evento de teatro muito importante na cidade. Deviam ter desmarcado, pensei. Mas, assim mesmo fui conferir. Estavam todos lá. Que coisa. Acho que resolveram fazer em homenagem a ele. Entrei. Fui de cara falar com um amigo meu, e dar um longo abraço em comunhão com sua "suposta, também, tristeza". Ele me olhou um tanto admirado e falou : Sandrinha você está assim por causa de uma pessoa que você nem conhecia direito ? Como assim ? Ele era seu amigo ? Claro que sim. Você deve tá brincando...o "nome do suposto falecido", era nosso amigo. Ele desatou a rir. E, para completar minha tamanha falta de atenção, deu notícias a todos ali pertinho que eu tinha ido ao enterro do "nosso amigo ...nome do suposto falecido". Todos desataram a rir de mim, eu feito uma boba , num misto de felicidade e arremate de vergonha por ter pagado mico, fiquei.
E você, já passou algo assim?
Eu já estive num enterro errado. Melhor explicar. Eu fui a um enterro que supostamente seria um conhecido meu.
De repente estou em casa e minha mãe vem me dizer que tinha acabado de ver na tv que alguém do meio teatral havia falecido. Quem mãe ? pergunto. Sei lá...um tal de ...suposto nome do conhecido...Que susto levei eu. Tratei de me arrumar pegar mais detalhes com ela e me apressando para ir ao dito enterro. Fui lembrando da pessoa o tempo todo. Puxa vida, mas como ? Assim, tão drasticamente ?
Cheguei lá e de cara vi logo um dos nossos amigos, ele vinha arrasado. Fiz-lhe um aceno, ele retribuiu. É, era verdade. Lá fui eu, bem no instante que estavam abaixando o caixão para dentro da cova, lágrimas vieram rapidamente, choro compulsivo. As pessoas perceberam e perguntaram se eu queria dá um último adeus, lá fui eu me debruçar no caixão de "suposto conhecido". Chorei, olhei rapidamente para o rosto. Estava irreconhecível. Que fatalidade, meu Deus.
Ofereceram uma carona. Eram alguns amigos dele. Eu não os conhecia. Aceitei. Viemos conversando. Eu lembrando de tantas histórias e eles achando minhas histórias um tanto estranhas. Eles perguntavam, eu não sabia disso sobre ele não, será que estamos falando da mesma pessoa. E eu confirmava. Louca, cega, vivendo uma triste lembrança. E assim foi todo o percurso da carona. Desci e agradeci.
Lembrei que estava marcado um evento de teatro muito importante na cidade. Deviam ter desmarcado, pensei. Mas, assim mesmo fui conferir. Estavam todos lá. Que coisa. Acho que resolveram fazer em homenagem a ele. Entrei. Fui de cara falar com um amigo meu, e dar um longo abraço em comunhão com sua "suposta, também, tristeza". Ele me olhou um tanto admirado e falou : Sandrinha você está assim por causa de uma pessoa que você nem conhecia direito ? Como assim ? Ele era seu amigo ? Claro que sim. Você deve tá brincando...o "nome do suposto falecido", era nosso amigo. Ele desatou a rir. E, para completar minha tamanha falta de atenção, deu notícias a todos ali pertinho que eu tinha ido ao enterro do "nosso amigo ...nome do suposto falecido". Todos desataram a rir de mim, eu feito uma boba , num misto de felicidade e arremate de vergonha por ter pagado mico, fiquei.
E você, já passou algo assim?
terça-feira, fevereiro 01, 2011
terça-feira, novembro 09, 2010
Notícias Culturais
O dramaturgo Francisco Pereira da Silva tem sua obra completa editada pela Funarte

Capa: Eliane Moreira (Arquivo Francisco Pereira da Silva)
A coleção Francisco Pereira da Silva — Teatro Completo será lançado na sexta-feira, 12 de novembro, às 19h, na Livraria da Travessa, em Ipanema, Zona Sul do Rio. Organizada por Virgílio Costa, a obra em três volumes reúne as 32 peças do autor que se declarava marcadamente nordestino: “O cordel, o repente dos violeiros, a cantoria dos cegos estão no meu sangue”.
Cristo Proclamado (1958), Chapéu de Sebo (1961) e O Chão dos Penitentes (1964), títulos encenados e mais conhecidos de Chico, como era conhecido no meio teatral, podem ser conferidos nesta obra completa que também apresenta a cronologia da vida e obra do autor. A publicação ainda reproduz prefácios e comentários sobre a dramaturgia de Francisco Pereira da Silva escritos por personalidades como Rachel de Queiroz, Bárbara Heliodora, Francisco Miguel de Moura, Orlando Miranda e Francisco de Assis Barbosa.
Francisco Pereira da Silva nasceu em Campo Maior, Piauí, em 1918. Em 1942 veio morar no Rio de Janeiro, ingressando na Faculdade Nacional de Direito, curso que interrompeu no 3º ano para estudar Biblioteconomia, na Biblioteca Nacional. Na então capital federal, Francisco frequentou teatros, exposições de artes plásticas e passou a escrever contos, publicados em revistas e suplementos literários. Sua primeira peça, Viagem, ambientada no Nordeste, foi publicada em 1945, e como a maioria de sua obra ainda é inédita.
Funcionário de carreira da Biblioteca Nacional, Francisco Pereira da Silva era extremamente modesto. Como contador de histórias, utilizava as palavras com sensibilidade e delicada poesia para retratar a realidade de sua infância e juventude vividas no Nordeste. Dos seus campos no Piauí arrebatou para suas peças as maravilhosas histórias do João Grillo, da Carochinha, da Vaca Titiringô. Da farsa à tragédia, em verso e em prosa, bebeu de fontes populares, de textos históricos, da poesia de Gregório de Mattos, de notícias de jornal; transpôs para o seu teatro as cenas do cotidiano carioca e as de seu Campo Maior, lá no Piauí.
“E nas peças do piauiense tem tudo que nos peça o coração. (…) Um cheiro de coisa viva, misteriosamente casada com uma sofisticação de tratamento do mais alto gabarito”, escreveu Rachel de Queiroz no prefácio de O desejado — Romance do Vilela (Editora Agir, 1973), incluído em Francisco Pereira da Silva — Teatro Completo.
A primeira peça do dramaturgo a ser montada foi Lazzaro em 1952; premiada pela Associação Brasileira de Críticos Teatrais. Seu texto mais conhecido e com maior número de montagens é Chapéu de Sebo (1961), encenada também na Alemanha, na antiga Tchecoslováquia e na Finlândia, permanecendo em cartaz por vários anos.
Um dia, Chico decidiu sair de cena e não mais escrever para o teatro, e voltou-se para a prosa de ficção. Autor festejado pela crítica, suas montagens foram ignoradas pelo público. Além de um romance e um livro de contos, deixou inúmeras peças inéditas que a Funarte põe agora ao alcance do leitor neste teatro completo.
COLEÇÃO TEATRO COMPLETO — FRANCISCO PEREIRA DA SILVA — Volumes I, II e III
Organização de Virgílio Costa
Organização de Virgílio Costa
ISBN 978-85-7507-118-2 (obra completa)
Edições Funarte — Ministério da CulturaLançamento: 12 de novembro, sexta-feira, 19h
Local: Livraria da Travessa – Rua Visconde de Pirajá, 572 – Ipanema – Rio de Janeiro
quarta-feira, agosto 18, 2010
Amigo é coisa pra se guardar do lado esquerdo do peito.
Amigo,
hoje por acaso encontro em uma comunidade noticias sobre você.
Que duro ler naquele texto que não poderei mais te encontrar.
Cara, eu ainda queria te dizer tantas coisas, queria compartilhar mais, e no entanto, acabou. Sabe, passsei horas tentando engolir aquilo, veio-me lembranças do nosso último encontro, do nosso primeiro encontro, dos nossos encontros, cara partistes e nem me dissestes nada. Quem sabe...será que naquele dia o vento soprou em meu rosto mais acariciante? Será que naquele dia, olhei no horizonte e me veio uma imagem sua? Será que a canção que por acaso eu ouvi tocou com mais força meu coração? Não sei amigo. Sei do nó que está me impedindo de falar qualquer coisa agora. Sei das lágrimas que querem rolar no meu rosto, sei do aperto que está fazendo côro com outros apertos que venho sentindo no meu peito. Teu sorriso, tuas palavras, teu abraço, teu olhar, tá tudo gravado e crivado em mim. Realmente eu não poderei te dizer adeus nunca, porque não é isso que eu quero. O que eu quero é poder ter você sempre aqui dentro, sentindo sempre a felicidade que senti quando junto de ti VIVEMOS. Até um dia Bruno, até um dia.
hoje por acaso encontro em uma comunidade noticias sobre você.
Que duro ler naquele texto que não poderei mais te encontrar.
Cara, eu ainda queria te dizer tantas coisas, queria compartilhar mais, e no entanto, acabou. Sabe, passsei horas tentando engolir aquilo, veio-me lembranças do nosso último encontro, do nosso primeiro encontro, dos nossos encontros, cara partistes e nem me dissestes nada. Quem sabe...será que naquele dia o vento soprou em meu rosto mais acariciante? Será que naquele dia, olhei no horizonte e me veio uma imagem sua? Será que a canção que por acaso eu ouvi tocou com mais força meu coração? Não sei amigo. Sei do nó que está me impedindo de falar qualquer coisa agora. Sei das lágrimas que querem rolar no meu rosto, sei do aperto que está fazendo côro com outros apertos que venho sentindo no meu peito. Teu sorriso, tuas palavras, teu abraço, teu olhar, tá tudo gravado e crivado em mim. Realmente eu não poderei te dizer adeus nunca, porque não é isso que eu quero. O que eu quero é poder ter você sempre aqui dentro, sentindo sempre a felicidade que senti quando junto de ti VIVEMOS. Até um dia Bruno, até um dia.
terça-feira, agosto 10, 2010
Brasileiro lê menos que há dois anos
Pesquisa realizada pela Fecomércio-RJ revela que aumentou a parcela de pessoas desinteressadas em atividades culturais
22 de fevereiro de 2010
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Ubiratan Brasil - O Estadao de S.Paulo
HÁBITO CONDENADO - Maioria das pessoas (60%) respondeu não ter o costume de ler, enquanto 22% confessam não gostar: assistir à TV é o passatempo preferido dos brasileiros
O brasileiro hoje lê menos livros, visita menos exposições de arte e assiste a menos espetáculos de dança que em 2007. A queda foi detectada em uma pesquisa realizada pela Fecomércio do Rio de Janeiro, cujo objetivo é o de mensurar os hábitos de lazer relacionados à cultura. Em compensação, as pessoas aumentaram sua ida ao cinema e mantiveram o mesmo índice de visita ao teatro e aos shows de música.
O levantamento teve alcance nacional e foi realizado em mil domicílios situados em 70 cidades, incluindo 9 regiões metropolitanas. As apurações, realizadas em dezembro tanto no ano passado como em 2007, buscavam entender a visão da população sobre atividades culturais de lazer e os motivos que a levam a procurar por essas atividades. Também interessou descobrir a avaliação dos consumidores sobre sua participação no ambiente cultural.
As conclusões não foram animadoras. Para a questão a respeito do hábito cultural, como ler um livro, assistir a um filme no cinema, visitar exposições, ir ao teatro e a espetáculos de dança, 60% das pessoas responderam não ter praticado nenhuma daquelas atividades (em 2007, a cifra era de 55%). Motivo: falta de hábito ou gosto.
Já entre aqueles que desfrutaram ao menos um dos hábitos, a maioria (ou seja, 23%) disse ter lido um livro. A leitura, porém, parece estar cada vez mais em desuso pois, dois anos antes, a mesma atividade era confirmada por 31% das pessoas consultadas. A partir dessas cifras, a pesquisa buscou dissecar os motivos daquela queda: 60% das pessoas responderam não ter o hábito da leitura, enquanto 22% foi direta, afirmando não gostar de ler. A restrição econômica não aparece como determinante, uma vez que apenas 6% confessaram não ter como pagar pelos livros.
O teatro enfrenta situação semelhante, pois 38% das pessoas disseram não ter o hábito de frequentar as salas de espetáculo, enquanto 27% garantiram não gostar de assistir a uma peça teatral.
Quais seriam, então, os hábitos culturais dessas pessoas? As respostas não foram surpreendentes - 68% dos entrevistados declararam-se espectadores da TV, enquanto 14% preferem ir à Igreja ou a algum culto religioso. Encontrar amigos e parentes em um churrasco ou em um almoço é o hábito de 12%. Ir a barzinhos foi a resposta de 9%, enquanto futebol é a preferência de 8% dos entrevistados. Finalmente, ir a restaurantes foi a resposta dada por 4%.
Se pudessem escolher entre as atividades apresentadas, a maioria das pessoas (22%) preferiria ir ao cinema, acompanhada de perto por aqueles que ambicionam ir a um show musical (21%). Curiosamente, 17% dos consultados revelaram desinteresse por todas as opções. Depois de analisar os dados, Orlando Diniz, presidente do Sistema Fecomércio-RJ, respondeu às seguintes questões.
Para resolver o problema do baixo índice de leitura no País seria preciso uma política pública ampla, que ataque várias questões relacionadas ao tema? Ou seja, mais incentivos do governo na educação e na construção de mais bibliotecas?
A opção "ler um livro" aparece no topo do ranking de preferências dentre a minoria que usufruiu pelo menos uma das atividades culturais listadas na pesquisa. A preferência pelo livro encontra justificativa pelo fato de ele estar mais ao alcance da população e ter o benefício de permitir uma ampla circulação de um mesmo produto. Pelo levantamento da Fecomércio-RJ, se compararmos a parcela de brasileiros que leem com os que vão ao teatro, ao cinema, a um espetáculo de dança, uma exposição ou a um show é possível observar que, apesar de baixo, o brasileiro opta pela leitura dentre todas atividades de lazer cultural citadas na pesquisa. A pesquisa nos inclina a pensar que as ações devem ser desenvolvidas no sentido de criar o hábito e desenvolver o gosto das próximas gerações por atividades culturais. Segundo o IBGE, 89,1% dos municípios brasileiros possuem bibliotecas públicas. A meta é repensar o papel da cultura numa sociedade moderna que não considera lazer cultural como uma forma de entretenimento.
Sobre o preço, a reclamação do leitor reflete a tese de que o livro não ocupa um papel fundamental na nossa cultura e economia?
O levantamento mostra que há uma inércia em relação à cultura que não passa necessariamente pela questão do preço, mas pela falta de hábito. Tanto que o porcentual de brasileiros que não leem porque é caro (2%) aparece como o quinto motivo, bem depois de "não tenho o hábito" e "porque não gosto". Isso nos leva a crer que a questão é intergeracional - em geral, os pais não têm o hábito de frequentar "ambientes culturais", como museus, cinema ou teatro, e, por isso, não estimulam os filhos.
Se um trabalho coerente e de eficácia garantida fosse iniciado hoje, é possível prever quando o índice atingiria números aceitáveis?
Não é possível fazer uma previsão desse tipo porque a eficácia vai depender da recepção do público que, como já vimos, passar por uma questão intergeracional. É preciso uma ruptura com os paradigmas, um esforço nacional de longo prazo para interromper a inércia da falta de incentivo aos hábitos de cultura, nesse caso de leitura. Afinal, para gostar, é preciso conhecer, e a valorização de hábitos culturais tem de começar cedo.
Em Números
LEU ALGUM LIVRO
23% (2009) contra 31% (2007)
ASSISTIU A ALGUMA PEÇA OU ESPETÁCULO DE TEATRO
6% (2009) ante 6% (2007)
VISITOU ALGUM TIPO DE EXPOSIÇÃO DE ARTE
4% (2009) contra 8% (2007)
FOI AO CINEMA
18% (2009) contra 17% (2007)
FOI A ALGUM TIPO DE SHOW DE MÚSICA
20% (2009) ante 20% (2007)
ASSISTIU A ALGUM ESPETÁCULO DE DANÇA
4% (2009) contra 7% (2007)
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1 Raimundo Lulio
31 de março de 2010
12h
Repare-se Denunciar este comentário... Alguém se habilita?
Ontem fui assistir à uma peça teatral gênero infanto-juvenil, realizada gratuitamente à população, por motivo de fazer parte da programação do aniversário de Teresina, no bairro Dirceu. Pura decepção. O público deste imenso bairro, não compareceu. Motivo aparente : novela das Seis, enquanto isso : as crianças deviam estar ou no meio da rua brincando ou sabe lá fazendo o quê?!
Pesquisa realizada pela Fecomércio-RJ revela que aumentou a parcela de pessoas desinteressadas em atividades culturais
22 de fevereiro de 2010
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Ubiratan Brasil - O Estadao de S.Paulo
HÁBITO CONDENADO - Maioria das pessoas (60%) respondeu não ter o costume de ler, enquanto 22% confessam não gostar: assistir à TV é o passatempo preferido dos brasileiros
O brasileiro hoje lê menos livros, visita menos exposições de arte e assiste a menos espetáculos de dança que em 2007. A queda foi detectada em uma pesquisa realizada pela Fecomércio do Rio de Janeiro, cujo objetivo é o de mensurar os hábitos de lazer relacionados à cultura. Em compensação, as pessoas aumentaram sua ida ao cinema e mantiveram o mesmo índice de visita ao teatro e aos shows de música.
O levantamento teve alcance nacional e foi realizado em mil domicílios situados em 70 cidades, incluindo 9 regiões metropolitanas. As apurações, realizadas em dezembro tanto no ano passado como em 2007, buscavam entender a visão da população sobre atividades culturais de lazer e os motivos que a levam a procurar por essas atividades. Também interessou descobrir a avaliação dos consumidores sobre sua participação no ambiente cultural.
As conclusões não foram animadoras. Para a questão a respeito do hábito cultural, como ler um livro, assistir a um filme no cinema, visitar exposições, ir ao teatro e a espetáculos de dança, 60% das pessoas responderam não ter praticado nenhuma daquelas atividades (em 2007, a cifra era de 55%). Motivo: falta de hábito ou gosto.
Já entre aqueles que desfrutaram ao menos um dos hábitos, a maioria (ou seja, 23%) disse ter lido um livro. A leitura, porém, parece estar cada vez mais em desuso pois, dois anos antes, a mesma atividade era confirmada por 31% das pessoas consultadas. A partir dessas cifras, a pesquisa buscou dissecar os motivos daquela queda: 60% das pessoas responderam não ter o hábito da leitura, enquanto 22% foi direta, afirmando não gostar de ler. A restrição econômica não aparece como determinante, uma vez que apenas 6% confessaram não ter como pagar pelos livros.
O teatro enfrenta situação semelhante, pois 38% das pessoas disseram não ter o hábito de frequentar as salas de espetáculo, enquanto 27% garantiram não gostar de assistir a uma peça teatral.
Quais seriam, então, os hábitos culturais dessas pessoas? As respostas não foram surpreendentes - 68% dos entrevistados declararam-se espectadores da TV, enquanto 14% preferem ir à Igreja ou a algum culto religioso. Encontrar amigos e parentes em um churrasco ou em um almoço é o hábito de 12%. Ir a barzinhos foi a resposta de 9%, enquanto futebol é a preferência de 8% dos entrevistados. Finalmente, ir a restaurantes foi a resposta dada por 4%.
Se pudessem escolher entre as atividades apresentadas, a maioria das pessoas (22%) preferiria ir ao cinema, acompanhada de perto por aqueles que ambicionam ir a um show musical (21%). Curiosamente, 17% dos consultados revelaram desinteresse por todas as opções. Depois de analisar os dados, Orlando Diniz, presidente do Sistema Fecomércio-RJ, respondeu às seguintes questões.
Para resolver o problema do baixo índice de leitura no País seria preciso uma política pública ampla, que ataque várias questões relacionadas ao tema? Ou seja, mais incentivos do governo na educação e na construção de mais bibliotecas?
A opção "ler um livro" aparece no topo do ranking de preferências dentre a minoria que usufruiu pelo menos uma das atividades culturais listadas na pesquisa. A preferência pelo livro encontra justificativa pelo fato de ele estar mais ao alcance da população e ter o benefício de permitir uma ampla circulação de um mesmo produto. Pelo levantamento da Fecomércio-RJ, se compararmos a parcela de brasileiros que leem com os que vão ao teatro, ao cinema, a um espetáculo de dança, uma exposição ou a um show é possível observar que, apesar de baixo, o brasileiro opta pela leitura dentre todas atividades de lazer cultural citadas na pesquisa. A pesquisa nos inclina a pensar que as ações devem ser desenvolvidas no sentido de criar o hábito e desenvolver o gosto das próximas gerações por atividades culturais. Segundo o IBGE, 89,1% dos municípios brasileiros possuem bibliotecas públicas. A meta é repensar o papel da cultura numa sociedade moderna que não considera lazer cultural como uma forma de entretenimento.
Sobre o preço, a reclamação do leitor reflete a tese de que o livro não ocupa um papel fundamental na nossa cultura e economia?
O levantamento mostra que há uma inércia em relação à cultura que não passa necessariamente pela questão do preço, mas pela falta de hábito. Tanto que o porcentual de brasileiros que não leem porque é caro (2%) aparece como o quinto motivo, bem depois de "não tenho o hábito" e "porque não gosto". Isso nos leva a crer que a questão é intergeracional - em geral, os pais não têm o hábito de frequentar "ambientes culturais", como museus, cinema ou teatro, e, por isso, não estimulam os filhos.
Se um trabalho coerente e de eficácia garantida fosse iniciado hoje, é possível prever quando o índice atingiria números aceitáveis?
Não é possível fazer uma previsão desse tipo porque a eficácia vai depender da recepção do público que, como já vimos, passar por uma questão intergeracional. É preciso uma ruptura com os paradigmas, um esforço nacional de longo prazo para interromper a inércia da falta de incentivo aos hábitos de cultura, nesse caso de leitura. Afinal, para gostar, é preciso conhecer, e a valorização de hábitos culturais tem de começar cedo.
Em Números
LEU ALGUM LIVRO
23% (2009) contra 31% (2007)
ASSISTIU A ALGUMA PEÇA OU ESPETÁCULO DE TEATRO
6% (2009) ante 6% (2007)
VISITOU ALGUM TIPO DE EXPOSIÇÃO DE ARTE
4% (2009) contra 8% (2007)
FOI AO CINEMA
18% (2009) contra 17% (2007)
FOI A ALGUM TIPO DE SHOW DE MÚSICA
20% (2009) ante 20% (2007)
ASSISTIU A ALGUM ESPETÁCULO DE DANÇA
4% (2009) contra 7% (2007)
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1 Raimundo Lulio
31 de março de 2010
12h
12Denunciar este comentárioA televisão é maior maravilha da ciência a serviço da imbecilidade humana.O brasileiro gosta de viver espojado na ignorância, é um povinho que se orgulha da própria burrice, por conta disso, seremos eternos terceiro mundistas...só o conhecimento pode nos livrar da ignorância e da miséria!
Repare-se Denunciar este comentário... Alguém se habilita?
Ontem fui assistir à uma peça teatral gênero infanto-juvenil, realizada gratuitamente à população, por motivo de fazer parte da programação do aniversário de Teresina, no bairro Dirceu. Pura decepção. O público deste imenso bairro, não compareceu. Motivo aparente : novela das Seis, enquanto isso : as crianças deviam estar ou no meio da rua brincando ou sabe lá fazendo o quê?!
sexta-feira, julho 30, 2010
Memória Preciosa
"Para todo homem há palavras que lhe são mais próximas, mais afins do que quaisquer outras. E muitas vezes, quando menos se espera, nalgum perdido rincão esquecido, no ermo dos ermos, encontra-se um homem cuja conversa amena faz com que se esqueçam os descaminhos das estradas, as inóspitas estalagens, a vã agitação dos nossos tempos, a mentira das ilusões que enganam o ser humano. E grava-se na memória, para todo o sempre, o agradável serão, e tudo será lembrado com nitidez e fidelidade : quem estava presente, quem e onde estava sentado, o que tinha nas mãos; e as paredes, os cantos, e toda e qualquer ninharia."(Gogol - Almas Mortas)
segunda-feira, julho 26, 2010
Iniciando...

Acabei de receber uma proposta de personalização do blog, bom, acho que comecei bem.
Olá gente!
Nervosa, é minha primeira vez.
Bem, espero poder postar neste espaço, diga-se de passagem aberto ao público, informações úteis, experiências, expressões, impressões, sugestões, enfim, algo em que haja conteúdo qualificado e quantificado. Desejo poder contar com a colaboração dos amigos e dos novos amigos que porventura poderão aparecer(e serão sempre bem vindos!) para tornar os assuntos mais dinâmicos, sendo que me autoproclamo "inércilada", portanto, me ajudem.
Inicialmente estive pensando em mudar o título do blogger para AFETADA, pois é o estado de espírito em que me encontro hoje. Mas, por outro lado, nem sempre sou assim, passo mais os dias tranquilos e felizes de uma mortal de nome Amélia. Ah, desculpem-me as Amélias, mas o fardo deste nome é muitas vezes insuportável para mim. Perceberam minha afetação?! É isso.
Por enquanto vou terminar esta minha primeira vez por aqui, esperando a ideias fluirem, coisa de principiante, mas "acredito sim nos meus ideais", e sei que uma hora eu chego lá, "porque é de grão em grão que a galinha enche o papo".
Obrigada, antecipadamente a todos que puderem contribuir com suas mensagens, serei sempre grata.
A vocês, abraço fortíssimo!
E desta maneira me despeço desejando uma Boa noite e sempre bons dias!
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